11/17/2006

"Quem não aparece às vezes é. Mas quem parece é sempre." frase de banheiro de bar

5ºrelato

Bagatela!


Após as eleições, a moda é a rediscussão sobre privatização. Uma semana após a campanha, o candidato reeleito, Roberto Requião, aparece no canal Educativa com um comunicado, criticando a tv Globo por exibir uma reportagem no qual se falava da má administração do porto de Paranaguá, cujo responsável é o estado.
Porém, a questão vai muito além do nosso porto, ela é nacional. Empresas brasileiras que foram (e que correm o risco de serem) vendidas a preço de banana. Como exemplo a companhia Vale do Rio Doce, uma das maiores em mineração, que levou 50 anos para ser construída para ser vendida por 2,7 bilhões, enquanto que atualmente ela vale 120 bilhões, com a mesma excelência de antes de ser privatizada. Ou seja, nós perdemos dinheiro com isso, dinheiro que poderia ser investido da educação. Que, aliás, era o que pretendia fazer o antigo governo FHC, que em 8 anos fez várias privatizações com o argumento de concentrar a renda na educação, mas que mesmo assim continuou a fazer dívidas por aí.
A questão não é simples e não tão complexa que alguém bem informado não possa entender. Deve-se colocar os prós e contras na balança, para assim tomar uma decisão, coerente, aos nossos interesses que são o da sociedade, de quem realmente governa o Brasil, o povo.
Sem saber, nós legitimamos todos esses processos passivamente, mas, que agora, estamos nos conscientizando. O reflexo disso foi o resultado das ultimas eleições.