6/05/2007

Vamos celebrar a desonestidade escancara...

E com bera, por favor!

Como se não faltassem motivos para chorar, ainda nos aprontam mais uma. O problema é dos ingênuos que insistem em ser otimistas ou dos otimistas ingênuos? O que aconteceu com “isso é feio e errado” que nossas mães nos diziam quando mexíamos no que não era nosso? Sim...Mais perguntas ingênuas.
O problema não está em quem ainda acredita na honestidade, na ética e na cidadania e sim em quem continua desobedecendo às ordens da mamãe.
Foram mexer no que não lhe pertenciam, colocaram a mão suja na NOSSA liberdade de escolher, no NOSSO meio de mudança, na NOSSA casa.
Essa sim é a pior das ingenuidades, essa que se transformou em ignorância e disseminou-se onde ela jamais deveria aparecer, na nossa Universidade. Pois é, a ignorância é um prato que se come frio e o gosto não é nada bom. Mas, continuaremos com nossa ingenuidade, acreditando que é possível mudar, evoluir, progredir e reconstruir.
Não nos importamos com a imundice que encontramos no caminho, ela nos fortalece e nos dá mais força para alcançar nossos objetivos, que juntos remetem a um só: o bem coletivo. É difícil demais pensar em alguém que não seja você mesmo, não é?
Continuaremos com nossa ingenuidade otimista, pregando a liberdade, igualdade e fraternidade. Ah! Nossa ingenuidade termina na crença de que ainda há pessoas que não tenham como exemplo de boas maneiras alguns muitos porcos-sem-caráter que enfeitam gabinetes por aí.
Nós sabemos exatamente quem somos e o que queremos. Dessa ingenuidade não sofremos. Somos a ação no presente, a representação no futuro, o transporte de informação. Somo a voz do povo e nem por isso nos dignamos em fazer papel de Deus e interferir no destino das coisas.
Enfim, vamos continuar com nossa ingenuidade otimista, porém honesta. Porque, assim, seguimos lutando por conquistas e não roubando por vitórias.

Eveline Pickler, 2ºperíodo, jornalismo